Descendo o caminho das pedras
Entrando em meus sonhos antigos
Descendo as fendas e espinhos
Encarando uma nova brisa
Sentado no rochedo
Olhando ao longe o horizonte
Que corta minha visão
Que tampa o desconhecido
Olho ao longe a onda se formando
E no final desagua na areia
Penso em meus problemas
Como são iguais a natureza
Nos rendemos ao balde de água fira
E em nossa mente um terremoto se anuncia
A crista da onda está em nossos medos
A velocidade está em nossas atitudes
O deslocamento se refere aos dias
Podem ser longos
Podem durar segundos
A areia é nosso desafio
Nossa forma de encarar o que está por vir
Tudo que é novo é difícil
Tudo que é novo traz o medo
Esta na hora de acabar com a onda
Ela se foi e a espuma predomina
Nossos problemas acabaram
Até que um novo tome conta
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
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