Somos como cães que gospem o fogo
Como aqueles que julgamos
Aqueles que falamos
Somos daqueles que sentamos nas janelas
E deixamos o dia passar
E a lingua jorrar as palavras
O pobre morre na esquina
A mesma esquina que abriga uma planta
Que nasce do meio dos espinhos
Sufocada pelas estreitas paredes
Pisoteada pelo linguajar estranho
Espionada pelas linhguas desconhecidas
A planta se ergue assim como o pobre
Que tem de amanhecer e buscar seu pão
Seu orvalho do dia
Os espinhos sufocam
Podem deixar você se envenenar
Deixar sua angústia caminhar pelas paredes
Até que o raio de sol te encontra
E te dá a mão para levantar
Até que o dia nos faz seguir
A sociedade e suas línguas contra todos
A união dos hipócritas e suas escrituras
Contra o povo de seu sangue
sábado, 11 de outubro de 2008
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Um comentário:
Ficou muito boa!!!
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